Pacheco Escola de Artes Marciais

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Ética da Intenção à ação

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ÉTICA DA INTENÇÃO À AÇÃO

Texto do Prof. MARCELO PACHECO DE ANDRADE

É difícil escrever sobre ÉTICA se não a enxergarmos; pior ainda se não a incorporarmos como objetivo primordial de crescimento interior e como viga mestra para uma sociedade que busque o bem comum de maneira coletiva onde cada um saiba fazer parte de um todo.

Proponho, aqui, descrever a ÉTICA como um conjunto de normas e pensamentos gerados e incorporados no coletivo da sociedade e a partir desta; e como ações simultâneas assim, compartilhadas de modo comum com todo profissional, objetivando, assim a melhora de sua postura no âmbito profissional e social transformando-se num exemplo de capacidade e comprometimento com àqueles que o cercam com a qualidade de seu trabalho e com a busca constante de uma melhor qualidade de vida.

Sabemos que o questionamento sobre ÉTICA não é prerrogativa dos profissionais da educação física, embora a nossa sociedade atual parece padecer de sua falta e que, por isso tornou-se comum questionamentos e debates que visam justificar ou explicar nossas mazelas.

Mas sabemos também que não podemos deixar-nos levar pelo pensamento ignóbil de quem a utiliza erroneamente como também não podemos ignorá-los de todo uma vez que estamos interligados e sujeitos às suas más conseqüências.

Em questionamentos sobre ÉTICA e o exercício profissional colocam-se em "xeque" posturas adversas, por mim presenciadas ao longo dos quinze anos de experiência na área (embora não possuo "ainda" formação acadêmica).

Especialmente, no que se refere aos valores e compromissos adotados no momento do exercício da atividade, sabemos que a ÉTICA é imprescindível, seja em nossa categoria seja em qualquer outra área, e que os profissionais de conduta inadequada, sem o compromisso profissional ou preocupação com a qualidade de informação dada a seus alunos e, até mesmo, sem o menor respeito a outro colega em que onde na maior parte das vezes a competição fala mais alto que o respeito ao próximo, ferem nosso código.

É possível respeitar o mínimo da ÉTICA? É possível reverter este comportamento desanimador? O respeito da ÉTICA deve ocorrer com todo e qualquer profissional, pois é a partir dela que se sustentam nossos padrões morais e que devem nortear a conduta profissional. Sabemos ser imprescindível a existência do código de ÉTICA para exercermos nossas funções da melhor maneira possível, mas está na hora de deixarmos o imobilismo e a neutralidade e pensarmos na "parte que nos cabe" dentro deste todo que é a Educação. Como o próprio nome sugere é EDUCAr para a AÇÃO.

Com a regulamentação do profissional de Educação Física através da aprovação da lei 9.696/98, uma nova era se abre frente a todos os que atuam nesta área; mas esta é apenas uma batalha para aqueles que há muito vêm lutando para a regulamentação do profissional. Agora, mais que a regulamentação, é preciso também que se defina o Código de ÉTICA Profissional, como o documento que norteia a práxis profissional para além das normas ou da descrição dos direitos e deveres do profissional; e de simples documento prescritivo, passe a ser:

  1. Indispensável aos professores, à medida que nos aponte os novos rumos para a formação dos estudantes de Educação Física; e aos estudantes futuros profissionais, à medida que os oriente na postura do exercício profissional;
  2. Fundamental neste momento em que se desenha seu novo perfil, frente à sociedade, um Código de ÉTICA que esteja integrado a uma formação fundamentada nos princípios de qualidade e competência, para com as ações dos profissionais dando-os a dimensão moral, às diretrizes a serem seguidas. É claro que não seremos ingênuos para crer apenas a existência do código, por si só, seja um padronizador de condutas. Pois, como padronizar normas de condutas e ao mesmo tempo fazer com que elas realmente saiam do papel para fazer parte do cotidiano desses profissionais, se como seres humanos cada um possui uma história, onde padrões morais e éticos são tão plurais quanto a mistura de crenças e credos que formam nosso povo? Como proceder para que "o Código de ÉTICA" deixe de ser intenção para tornar-se ação? Quem zelará para que, de fato, a intenção se transforme em ação, tornando realmente o Código de ÉTICA o espelho da ação dos profissionais?

Estas questões devem ser respondidas, por todos nós, o mais rápido possível, pois é a partir deste consenso que será desenhado o novo perfil do profissional de nossa área. Para tanto, vejamos num primeiro momento algumas definições de ÉTICA: ÉTICA palavra de origem grega "ethos" está definida como; "conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano".(4) No vocabulário técnico e crítico da filosofia, de LALANTE, ÉTICA é: "Ciência que tem por objeto o juízo de apreciação, enquanto este se aplica à distinção entre o bem e o mal".(2) Segundo "A ética é o mundo a que aspiramos, criado por nós mesmos".(8) Para VALLS a ÉTICA pode ser entendida como:- "estudo ou reflexão, científica ou filosófica e eventualmente até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas". (12)

Pelas definições vimos, que a ÉTICA pode ser entendida de maneira bastante subjetiva, permitindo assim uma gama bastante ampla de interpretações; mas deixa-nos claro que devemos desenvolver em todos nós tanto a preocupação com autonomia moral de cada indivíduo, quanto a importância dos cumprimentos das normas e padrões que a ÉTICA define com clareza e, por isso se faz tão necessária. Contudo ela deve ser amplamente divulgada e estudada, até a exaustão, para que todos a compreendam sem a menor sombra de dúvidas, pois sem isto ela nunca deixará de ser apenas mais um documento que foi criado, mas que nunca saiu do papel, como tantos outros que temos! Mas ela, por si só, não transforma a realidade. É preciso viver, é preciso ser ÉTICA.

Mas, se o Código não consegue transformar a realidade, o que é preciso para que isso ocorra? Ora! Que busquemos a adesão, o comprometimento de todos os profissionais em exercício, e dos que estão em formação para que seus princípios se tornem realidade; para que uma conduta coesa se defina. Para isso, o primeiro passo já foi dado. Pois as instituições de ensino responsáveis pela formação profissional possuem um currículo pré-determinado e específico que atende a um padrão de qualidade satisfatório. É papel das universidades buscarem a redução ao máximo possível às diferenças advindas das diversidades culturais e de morais dos estudantes de educação física, esforçando-se por um envolvimento, uma cumplicidade real uma reflexão contínua e um questionamento perene para que ao término do curso e ao longo de sua carreira, os profissionais da educação física possuam um padrão de qualidade inquestionável que atenda de modo satisfatório as expectativas dos que farão uso de seu trabalho profissional. Cabe também às universidades, formar alunos que desempenhem com competência as suas funções profissionais, ou mais que isso, elas têm a responsabilidade de formar indivíduos éticos, conscientes das transformações por que passa a sociedade e, sobretudo, da transitoriedade das informações e conceitos no novo mundo globalizado. Segundo JARDILINO, "a escola deve preocupar-se não somente com a formação específica (técnica), mas também com a formação humanística, numa tentativa de se garantir que os egressos dos cursos universitários utilizem seus conhecimentos não só em seu próprio benefício, mas em benefício de toda a sociedade. Em outras palavras: à escola cabe a habilitação técnico-científica do profissional, como também a capacidade prática de exercer a profissão".(6) O zelo pelo real cumprimento do currículo e da formação dos estudantes é fundamental como também o é o papel que os estudantes devem exercer frente as universidades cobrando para que isso realmente ocorra, pois não podemos esquecer que na concorrência vence sempre o mais capacitado e, capacidade não significa só uma quantidade de conhecimentos mais qualidade de atuação e de conduta, para que possam desenvolver um padrão moral e de senso crítico aliados ao conhecimento científico, pedagógico, técnico e ético, a altura do desejado, intervindo e fazendo valer a ÉTICA profissional frente ao mercado de trabalho. Não se trata aqui entender a ÉTICA, apenas como a norma de caráter prescritivo existente no Código de ÉTICA, mas de vê-la como área de reflexão crítica que nos permite avaliar e questionar princípios e fundamentos.

Sabemos que na ÉTICA, ou em qualquer outra área, a conduta por repressão viola a consciência ou o sujeito ético. Portanto, devemos agir com cautela, para que não iniciemos uma nova "caça às bruxas", fazendo com que cada profissional desempenhe o papel de ajuste do reflexo da consciência moral de uma sociedade, colocando as claras a diferença entre o bom e o mal profissional para que a própria sociedade possa exercer seu papel de reguladora do padrão de qualidade. É como SOCRATES 470-399 a.C. afirmava: o princípio do bem e do mal, soberano ao indivíduo: o bem seria o conhecimento mais alto e o mal a ocultação do saber.

Aos poucos vão se fazendo claros os diferenciais entre um profissional consciente de outro descompromissado com sua atuação, pois muito mais que se preocupar com a mera transmissão e repetição de movimentos corporais está a dimensão humana onde a formação de valores leva os praticantes a uma consciência corporal interligada a hábitos para a conservação, e ou recuperação de uma vida saudável e conseqüentemente mais útil a toda a sociedade. O bom profissional é aquele que oferece condições para que seus "alunos", mais do que unicamente praticar uma atividade física, possam refletir sobre o respeito à sua vida e a vida dos demais membros de uma sociedade que deve, acima de tudo, buscar o bem comum.

Uma vez que: "O profissional de educação física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações... e tem como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus, beneficiários, visando à consecução do bem-estar e da qualidade de vida..." (INTERVENÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Cap. I). O profissional habilitado deve defender o respeito às diferenças físicas e as diferentes necessidades de seus alunos imbuídos de compromisso social e ético e atentar para a linha que separa sua atuação da de outros profissionais. Já está longe o tempo em que bastava cada um preocupar-se apenas com seus problemas particulares e buscar soluções para o seu problema ou para sua comunidade. A globalização torna-nos, cada vez mais, seres planetários e como tal co-responsáveis pelos destinos da humanidade como nos diz o princípio de Pascal: "Sendo todas as coisas causadas e causadoras, ajudadas ou ajudantes, mediadas e imediatas, e sustentando-se todas por um elo natural e insensível que une as mais distantes e as mais diferentes, considero ser impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, tampouco conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes".9 Nada mais perfeito para ilustrar a necessidade da formação acadêmica do profissional de educação física para uma prática de atividade física segura e de qualidade que reconheça o homem como um ser total tanto fisiológico como psicológico.

Se tomarmos a educação como ponto de transformação ou de perpetuação de crenças, valores e padrões culturais, veremos que nada de significativo acontece sem que antes tenha sido pensado e veiculado pela educação e é justamente aí que reside sua importância, pois nada acontece sem sua influência, Compete a educação o principal papel de agente transformador e, por isso, podemos dizer que é ao mesmo tempo, causa e causadora.

A maioria dos que resistem (se é que há) à exigência da necessidade de um profissional competente e devidamente habilitado para a prática de atividades físicas parece desconhecer a diferença entre os conceitos de ensino e educação; pois, na educação, o foco vai muito além de ensinar; educar é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ÉTICA, reflexão e ação, é ter uma visão de totalidade. Educar é ajudar a integrar todas as dimensões da vida e ajudar-nos a encontrar nosso próprio caminho que nos realize e contribua para uma sociedade mais integrada, enfim, educar é dar condições para que o individuo vá além e busque de maneira autônoma os conhecimentos desejados para satisfazer suas necessidades e conviver de maneira harmoniosa com seus semelhantes.

O professor não necessita ser um perito que desenvolve ou implemente inovações prescritas, mas deve converter-se em um profissional que deve compartilhar ativa e criticamente do verdadeiro processo de inovação e mudança, do seu próprio contexto, em um processo flexível. Isto sugere que analisemos o profissional de educação como um agente dinâmico cultural e social, que deve ter o dever de tomar decisões educativas, éticas e morais, situando a ação de um conjunto exclusivo controlado pelo próprio coletivo.

É como IBERNÓN afirmou no debate sobre a profissionalização docente: "Ser um profissional da educação de agora em diante significará participar na emancipação das pessoas. O objetivo da educação é ajudar a tornar as pessoas mais livres, menos dependentes do poder econômico, político e social"(5) conseqüentemente mais felizes!

O poder de persuasão de um profissional da educação é muito grande na sociedade por ter o "poder" da palavra. Não podemos, de forma alguma, nos deixar intimidar pelos que julgam ser melhores, pois o maior e o melhor para nossos alunos sempre será nós mesmos, e isso é muita responsabilidade. Precisamos ter um forte compromisso com nossa ÉTICA para não deturpar a nova imagem que vem sendo definida do profissional de educação física, mesmo sabendo que muitos acham um desperdício de tempo. O garimpo de uma posição moral e ÉTICA forte sempre será bem recompensado, se não socialmente, no mínimo interiormente.

Um momento importante para atingirmos esse objetivo é o estágio, quando os estudantes estarão, na prática, atuando em academias, clubes, escolas, etc., e trazendo para a sala de aula questionamentos, dúvidas e até soluções para muitas questões que ainda nos afligem.

Somente com a união dos profissionais teremos força suficiente para vencer esta batalha que sabemos ser árdua, pois, infelizmente ou felizmente, em nossa categoria, há muita discórdia, apesar de discórdias gerarem conflitos e conflitos gerarem novas idéias, e tudo que é novo promete ser melhor, por ter sido criado em meio às novas conclusões. Mas de maneira alguma podemos perder as rédeas da razão, pois aí sim, seremos motivo de descrédito por aqueles que não crêem em um propósito para um bem maior.

A ÉTICA tem de vir da linguagem, do gesto e do comportamento do ser humano para que ela possa verdadeiramente ter significado e passar da consciência individual para a consciência coletiva.

Seria então ético tecer comentários sobre determinado erro profissional? Seria ético denunciá-lo? Ou seria ético fazer de conta que não se sabe de nada podendo assim determinado profissional continuar agindo erroneamente causando em certas ocasiões algum dano a indivíduos inocentes?

Então, para citá-lo novamente, SOCRATES estabelecia a noção de consciência moral: "O sujeito ético é aquele que sabe o que faz, sabe a causa de sua ação e a finalidade desta".(11)

A ÉTICA, portanto, depende de um sujeito ético agente do bem para o bem, ansioso por uma sociedade plural mais saudável e culturalmente mais disposta a encarar e cobrar seus direitos pela sua saúde física e psíquica, fazendo com que dela saia futuros profissionais, cada vez mais conscientes e condizentes com a sociedade que o espera, trabalhando para uma evolução contínua e constante da humanidade.

ESPINOSA(3) ainda comenta: "Para o senso comum, ética e moral, são uma só e a mesma coisa: doutrina dos deveres do homem", sendo assim uma criança que em sua construção intelectual tem fortes tendências morais sobre o que é certo e errado, provavelmente se despontará com um futuro profissional de fortes qualidades éticas.

Sabendo disso, nós profissionais temos que nos patrulhar constantemente para que nosso ensino seja de qualidade e sirva de exemplo para outros que virão, tendo por máxima obrigação a manutenção de uma sociedade mais digna moralmente. É preciso esquecermos o ditado "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço" e começarmos a educar de modo que o nosso falar e fazer sejam vistos como complementares e indissociáveis.

RIOS comenta sobre o "romantismo", denominação que dá ao que acaba acontecendo no interior da escola, na divulgação do saber escolar, por exemplo, quando se confunde: "‘saber bem' ou ‘fazer bem' com conhecer ‘bem', fazer o ‘bem'".10

Quando facilitamos uma nota para um aluno, somos os melhores! Quando exigimos o melhor de nossos alunos somos vilões! Se soubermos que determinado aluno tem uma capacidade de evolução superior ao grupo e deixamos de incentivá-lo e de explorar o seu potencial para não nos dar mais trabalho, pois o grupo já é grande, não estamos agindo eticamente. Precisamos dar um basta nisso! Precisamos ter orgulho de nossa profissão mostrando a nossa dedicação sem pensarmos que estamos fazendo "o bem", mas sim fazendo "bem"; se educação física é uma matéria dentro do currículo escolar, por que os alunos não têm caderno de educação física? Isso também não contribui para um juízo de menor valor em relação a nossa área de atuação? Afinal, se não bastar a responsabilidade ÉTICA e moral, é sempre bom lembrar que nós somos pagos para fazer bem. Como esperar reconhecimento exterior se nem nós mesmos cremos em nossa capacidade de mudança? Como esperar respeito se nós não nos respeitamos, seja como profissionais seja como categoria? Se um colega age mal, não temos pudor em criticá-lo, seja público ou particular; mas quando vemos alguém realizando um bom trabalho nunca lembramos de elogiá-lo, nem que seja para ele mesmo. Como explicar isso? Seria medo da concorrência? Despeito? Ou simplesmente mais uma demonstração do que significa não ter ÉTICA? São fatos corriqueiros do dia-a-dia que nos mostram a dificuldade de implantação de um Código de ÉTICA, mas isso não significa que devemos desistir.

"O homem, por meio do seu corpo, vai assimilando e se apropriando dos valores, normas e costumes sociais, num processo de inCORPOração (a palavra é significativa). Diz-se corretamente que um indivíduo incorpora algum novo comportamento ao conjunto de seus atos, ou uma nova palavra ao seu vocabulário ou, ainda, um novo conhecimento ao seu repertório cognitivo. Mais do que um aprendizado intelectual, o indivíduo adquire um conteúdo cultural, que se instala no seu corpo, no conjunto de suas expressões".(2)

Pois então, o homem é o produto dele mesmo e do meio, e o fato de poder ser o criador, massageia o ego e fortalece a alma dificultando ainda mais um senso crítico ético, do certo e do bom, para o bem. A sociedade dita as regras e fica difícil esperar atitudes éticas quando socialmente se valoriza "a lei do mais esperto", "do levar vantagem em tudo".

Enfim, se explorarmos e educarmos o pensamento de nossos alunos para um melhor julgamento e reflexão conseguiremos um trabalho eficaz e com resultados concretos, pois estaremos não só desenvolvendo seus corpos, mas também o senso crítico, o que os farão cidadãos autônomos e conscientes, fator fundamental para que um indivíduo possa ter sucesso. Precisamos sempre trabalhar com o intuito de normatizar um padrão de qualidade para que os outros possam ter parâmetros para comparar e avaliar as diferentes posturas dos profissionais e que, por si, tenham condições de perceber as diferenças entre um profissional medíocre e um que esteja realmente compromissado com seus alunos e a sua profissão. Enfim, que possam por si mesmos, decidir o que querem para si, levando os profissionais desatualizados a tomarem uma atitude ponderada, forçando-os a procurar uma reorganização interna e externa de suas ações e a buscar novos conhecimentos. Com esse reflexo, teremos uma melhora em nossos profissionais, não esquecendo de que essas cobranças têm de vir de maneira saudável para que não ocorram mal entendidos entre os profissionais da área. Partindo dessa atitude, poderíamos verificar uma evolução constante para o bem, criando o hábito da cobrança para uma sociedade melhor, servindo de exemplo a nossos alunos, ensinando-os que as conquistas de uma sociedade depende de todos e não apenas de nossos governantes. Sempre que nos deparamos com pessoas que sabem o que querem, nós nos tornamos melhores, por isso o Código de ÉTICA, fortalece a classe profissional no sentido de normatizar as exigências de qualidade e de ÉTICA profissional, pois não basta acrescentarmos à nomenclatura de professores de Educação Física a de "Agentes da Saúde" se nós não soubermos as responsabilidades que nos trazem esse novo "profissional" e até onde podemos ir sem interferir nas competências de outro profissional. Mais do que saber fazer bem nosso trabalho, devemos ter pleno domínio das nossas competências e de até onde podemos intervir, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos e das novas tecnologias e recursos para que possamos ser profissionais que estejam sempre se aprimorando e se auto in-FORMANDO, para que possamos pautar nossos comportamentos por uma alternativa do bem ou do mal, pois, quem não sabe opinar, não sabe viver eticamente. É claro que não podemos fazer da ÉTICA a suposta redentora de todos os males que sofrem nossos profissionais seja desta ou de outra área, pois ela sozinha não pode suprir todas as carências que padece nossa sociedade atual, mas se temos que começar a mudança que seja por algo tão fundamental como a ÉTICA. Para isso é bom não esquecer:

"A mudança ocorrida em uma única pessoa pode desencadear uma grande transformação no mundo. O país melhora proporcionalmente às boas ações que cada cidadão pratica. Melhorando seu próprio país, a pessoa contribui também para a melhora do mundo. Qualquer um pode começar sozinho. Se ninguém tomar a iniciativa, nada acontecerá" (TANIGUCHI, Seicho).

Então vamos começar?

BIBLIOGRAFIA

1- CONFEF. In: "Intervenção do profissional de educação física. (s.d.)."

2- DAOLIO, J. Da cultura do corpo. São Paulo: Papirus, 1995.

3- ESPINOSA. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1972.

4- FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio século XXl Escolar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

5- IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. Série: Questões da nossa época nº 77. São Paulo: Cortez, 2001.

6- JARDILINO, José R. L. Ética subsídios para a formação de profissionais na área da saúde. São Paulo: Pancast, 1998

7- LALANDE, André. Vocabulário técnico e critico da filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

8- MARCOS, Badeia. Ética e profissionais da saúde. São Paulo: Livraria Santos, 1999.

9- PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

10- RIOS, Terezinha A. Ética e competência. Série: Questões da nossa época nº 16. São Paulo: Cortez, 2001.

11- SÓCRATES. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1972.

12- VALLS, Álvaro L. M. O que é ética. São Paulo: Brasiliense, 1994.

Última atualização em Ter, 04 de Maio de 2010 01:10  

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